segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Álbum 'Lulu' Recebe Duras Críticas

Por João Victor

Texto adaptado de: Ultimate Classic Rock




Lou Reed e Metallica deveriam saber que o seu novo álbum, intencionalmente difícil, 'Lulu' iria causar uma grande margem de resposta crítica, mas acho que até essas lendas casca-grossas da música ficariam um pouco surpresas pelo veneno que está sendo jogado em sua direção por vários revisores de álbuns pelo mundo.

Vejamos algumas das críticas mais escrachadas de 'Lulu'. Você pode clicar no nome da publicação para ver a crítica inteira (em inglês).

"Falharam? Sim. Feio? Nem sempre. Esse tipo de falha é uma falha tão mítica, gloriosa, supernova, que é válido ouvi-la ocorrer. Depois do tempo do artista acabar, o que sobra são poucas coisas boas, realçadas como lascas de ouro num saco de pênis coloridos descartados, absorventes usados, e sêmen seco. Ah, não estava pronto para isso? Que pena. Nem eu quando ouvi essas linhas em 'Lulu'. Ajeite-se"

"Infelizmente, até nesses momentos onde parece que o projeto vai levantar vôo, eles ainda são meramente menos desconfortáveis que as muito, muito desapontantes escolhas musicais ruins feitas aqui. Qualquer esperança ganha por 2 faixas mencionadas aqui é rapidamente dissolvida por 'Frustration', que retorna à combinação infeliz de heavy metal e palavras faladas. Para piorar, inclui também uma seção com nada além de Reed e a bateria de Lars Ulrich, em algo que lembra perigosamente 'Jazz Oddysey'".

"Por mais tempo em que esse álbum se arrasta, mais largas e visíveis são as suas muitas, muitas (muitas) falhas. Em nenhum ponto Lou Reed fica em sincronia com Metallica. James Hetfield e seu repertório cômico de "hey-yeah-hair!" permanece nulo, ao seu melhor oferecendo imitações dignas de pena de Lou Reed, e ao seu pior sendo deixado como a linha muito parodiada de 'The View', "I AM THE TABLE!". Lars Ulrich consegue até o quase impossível de deixar seu stickwork parecer até mais preguiçoso que antes, apesar das muitas ferramentas de estúdio certamente usadas para melhorá-lo".

"Imagine 'Iron Man' sendo tocado de trás pra frente devagar enquanto seu tio molestador fala sobre sexo estranho com sua ex, e você tem uma boa ideia do que está ocorrendo aqui."

"Raramente um álbum induziu tais sentimentos de raiva e reviravolta interna. Essa não é a decadência de cortar fora algumas linhas, colocar grampos nos mamilos e beijar botas de couro, mas um exercício da pior forma de auto indulgência. A existência de 'Lulu' é ofensiva ao extremo. Não por causa de suas sensibilidades ou afins, mas porque gasta muito da mais preciosa comodidade da vida: tempo. Nós temos um período muito curto nesse planeta, e 'Lulu' se estende por 95 - sim, 95! - tediosos e excruciantes minutos simlesmente gastando tempo que poderia ser usado mais construtivamente vendo a grama crescer ou talvez se masturbando com uma meia."

(Imaginando se o gerenciamento de Metallica tinha tentado impedir 'Lulu'): "'Se vocês passarem 2 meses escrevendo músicas super rápidas sobre o inverno nuclear e mudança de formas, podemos ganhar $752 milhões em 18 meses, mais o merchandising. Essa é a opção A. A altenativa é que vocês podem fazer um CD ponderoso e quase irônico sobre 'o léxico do ódio' que irá enfurecer o Village Voice e levemente impressionar Laurie Anderson. Vocês decidem.' Dez minutos depois, Bob Rock estaria estacionando seu Lexus no estúdio."

"Houve um ponto em que algum dos envolvidos pensou que o que estavam criando não era 100% aceitável? Quando Reed apresentou ao Metallica letras musicais repleta de versos sobre "engolir pênis de homens coloridos" e "sou uma mulher que gosta de homens" ninguém pensou em dizer "Hey, Lou... Pare com isso." Quando um grupo como Metallica com anos de experiência e um número de discos clássicos com seu nome gravou um pouco mais que jams incompletos e riffs repetitivos aonde estavam os envolvidos com o controle de qualidade? Porque Lars Ulrich foi autorizado à fazer padrões de bateria que fazem AC/DC parecer com Dream Theater?"

"O padrão musical moderno promete algumas coisas, e graças à projetos como esse, podemos sempre esperar que grupos renomados e super famosos façam algo tão comicamente ruim que faz as massas rirem em uníssono. Então, obrigado Metallica. E obrigado Lou Reed. Ah, e fodam-se vocês dois."

"'Use a knife on me! Blood spurting from me!' Reed coaxa. E, realmente, coaxar é uma das maneiras mais gentis de descrever a bagunça mal discernível de letras metidas à dark e mórbidas imagens verbais que mal se conectam à música de qualquer forma"

Agora, ouçam uma das músicas do novo álbum e tirem suas próprias coclusões.



Salve o Rock! João Victor @JaoJacob

O Coração do Rock - A Bateria

Por Marcelo Oliveira


A bateria como nós a conhecemos, tão fundamental para o Rock, é uma invenção relativamente recente. Sua origem situa-se no final do Século XIX e início do Século XX. Na verdade ela é um conjunto de instumentos musicais que antes eram tocados por diferentes pessoas e que, com algumas "simples" invenções, passaram a ser tocados por uma única pessoa.

Talvez a mais importante destas invenções foi a do pedal de Bumbo. Sem ele é praticamente impossível imaginar o kit atual de bateria. A sua primeira versão "oficial" foi feita por William F. Ludwing em 1909/1910. A intenção era liberar as mãos do percursionista, possibilitando tocar outros instrumentos enquanto a marcação era feita com os pés.

Outra invenção, que hoje nos parece elementar, é a da estante para a caixa. Anteriormente o músico prendia a caixa ao corpo com correias ou levava aos ombros (como fazem os percursionistas das Escolas de Samba). Aos poucos começaram a improvisar apoio sobre cadeiras, até que foram surgindo modelos de estantes cada vez mais eficientes. 

Com estas novidades o kit de bateria ganhou rapidamente espaço, principalmente entre as bandas tradicionais de Jazz. E foi principalmente por influência do Jazz que veio a tomar parte da origem do Rock, de forma tão fundamental que hoje é difícil imaginar alguma de suas músicas sem a marcação rítmica dela.

Não há uma configuração padrão de Kit de Bateria, mas comercialmente falando é normal encontrar a seguinte composição: 


1- Bumbo;
2- Surdo;
3- Caixa;
4- Tom-Tons (2);
5- Chimbal;
6- Pratos de Condução e Ataque;

Contudo, não é nada difícil ver bateristas usando kits com menos ou, principalmente, com muito mais instrumentos acoplados.

O Rock é um dos grandes celeiros de grandes bateristas. Apenas para citar alguns: Neil Peart (Rush), John Bonham (Led Zeppelin), Keith Moon (The Who), Stewart Copeland (Police), Mike Portnoy (Dream Theater) e muitos outros...

Confira aí um solo de John Bonham:


Diga aí, qual o teu (ou os teus) bateristas preferidos?

Grande abraço!

Marcelo Oliveira

Collective Soul

Por Cristiano Reis


Bom dia amigos!

Gostaria hoje de comentar sobre uma das bandas de sonoridade moderna mais interessantes dos anos 90. Formada no estado da Geórgia em 1993 e liderada pelos irmãos Ed e Dean Roland, a banda chama a atenção pelo uso criativo de seqüenciadores e ritmos eletrônicos aliados a linhas de guitarras cheias de ruídos, efeitos e peso. Destaque para “Shine” do álbum Hints, Allegations, and Things Left Unsaid (1993), "Precious Declaration" de Disciplined Breakdown (1997) e “Heavy” de Dosage (1999). Eventualmente eles flertam com o acústico produzindo belas canções tais como “The World I Know” do álbum Collective Soul(1995) e “She Said” da trilha sonora de Pânico 2.

Abra a mente e curta!





Abraço para todos!

Cristiano Reis

domingo, 30 de outubro de 2011

Promoção Dean Markley Vintage




É com enorme prazer que anunciamos uma parceria que vai trazer muita coisa legal para nosso leitores: fomos atrás da galera do site Acessórios de Guitarra, uma loja virtual com muita coisa bacana para atender não somente guitarristas, mas aos músicos em geral. E a primeira surpresa que preparamos juntos é a promoção que vai dar um conceituado encordoamento Dean Markley Vintage.



Dean Markley é uma fabricante de cordas que surgiu na década de 70 e que se destaca pela qualidade de seus produtos. Seus produtos tem tratamentos inovadores na área musical como cordas congeladas em nitrogênio líquido, revestimentos enrolados diagonalmente entre outros processos criados e patenteados. Além disto, as cordas Dean Markley mantém uma grande preocupação com os diversos estilos musicais, oferecendo calibres apropriados e em determinados jogos, opções para combinações com duas cordas de calibres diferentes. O Sr Dean Markley antes de fundar sua industria em 1972, tinha uma loja de instrumentos musicais. Por ser músico e participar do meio, entendia das principais exigências dos músicos da época. Sua industria ficou conhecida após a criação do lendário pedal de efeito "Voice Box". Este pedal foi utilizado pelo cantor e guitarrista "Peter Frampton" na música "Show Me the Way" que ficou entre as 10 nos EUA e na Inglaterra em 1976, quando ela se popularizou. A Dean Markley, após alguns anos fora do mercado brasileiro, retorna com força apresentando produtos cada vez mais inovadores.


A Dean Markley Vintage Re-Issue provavelmente é a corda mais tradicional dos EUA. Sua marca conceituadíssima mantém a excelência dos produtos e neste encordoamento promete um tom  mais brilhante e uma vida longa para o encordoamento. Possui calibre regular, com as espessuras tradicionais, e é utilizado pela maioria dos profissionais por apresentar bom timbre e facilidade para técnicas como bends e vibratos. Corda convencional com revestimento de aço niquelado, um composto de aço com níquel. Fabricada em Santa Clara, Califórnia - EUA, é a corda campeã do prêmio NAMM's a categoria melhor produto em shows (Best in Show award). O jogo vem acompanhado de um adesivo como brinde.


Para participar é obrigatório, ter ao menos um endereço no Brasil para entrega, seguir o @SocialRockClub e o @AcessGuitarra no Twitter e twittar ao menos uma vez a seguinte frase: Quero ganhar o encordoamento Dean Markley que o @SocialRockClub e o @AcessGuitarra vão dar.

A promoção é simples: basta responder a pergunta "O que uma guitarra bem tocada é capaz de fazer?" enviando sua respota para o email marcelo@socialrockclub.com.br até às 18hs do dia 03/11/2011. Iremos selecionar as 10 respostas mais criativas e elas irão para votação popular. A mais votada ganhará o encordoamento.

Participe e boa sorte!

Marcelo Oliveira


Não deixe de visitar o site Acessórios de Guitarra 

Integração Latina - Versões

Por Vinicius Coimbra



Na minha segunda postagem aqui no Social Rock Club deixo alguns exemplos da integração da música brasileira com artistas latinos.


"De Musica Ligera" - Soda Stereo, Argentina (Original)

"A sua Maneira" - Capital Inicial, Brasil (Versão)

"De Musica Ligera" - Os Paralamas do Sucessos, Brasil (Versão)

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"Amigo" - Roberto Carlos, Brasil (Original)

"Amigo" - Ataque 77, Argentina (Versão)

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"Perfeição" - Legião Urbana, Brasil (Original)

"Perfección" - Attaque 77, Argentina (Versão)

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"Lamento Boliviano" - Los Enanitos Verdes, Argentina (Original)

"Borracho y Loco" - Vera Loca, Brasil (Versão)

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"O tempo Não Para" - Cazuza, Brasil (Original)

"El Tiempo no Para" - Bersuit Vergarabat, Argentina (Versão)

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"Viernes 3 am" - Seru Giran, Argentina (Original)

"Viernes 3 am" - Os Paralamas do Sucesso, Brasil (Versão)


Vinicius Coimbra - Rock Castelhano

sábado, 29 de outubro de 2011

40 Anos Sem Duane Allman

Por Marcelo Oliveira


Foi no dia 29 de Outubro de 1971 que um trágico acidente de moto deu fim à vida de um dos mais promissores e respeitados guitarristas da história do Rock. Howard Duane Allman não completou 25 anos de vida (faria aniversário no dia 20 do mês seguinte).

Duane e seu irmão Gregg formaram uma das mais idolatradas bandas do Southern Rock: The Allman Brothers Band. O virtuoso guitarrista ganhou rapidamente o respeito de todos os apreciadores de boa música, especialmente pela sua desenvoltura no slide. Aprendeu a tocar influenciado pelo irmão Gregg e rapidamente deixou-o para trás. Sua carreira foi marcada por participações junto a grandes músicos. Dentre elas, talvez a mais famosa, está a parceria com Eric Clapton que o convidou para tocar no magnífico álbum Layla and Other Assorted Love Songs, gravado pela banda Derek and the Dominos (que era, na verdade, uma espécie de dream team do Blues Rock sob o comando de Clapton).

Eric Clapton, Carl Radle e Duane Allman
Fica aqui nossa homenagem e nosso agradecimento a este gênio da música, que nos deixou tão precocemente e de forma tão trágica.





Valeu Duane! Muito obrigado! 

Grande Abraço

Marcelo Oliveira


OS MUTANTES - Parte V

Por Gustavo Henrique



O JARDIM ELETRICO (1971)

Depois de 3 discos muito experimentalistas nos anos 60, com a chegada dos anos 70, Os Mutantes resolveram apostar mais no rock and roll. Aliado ao seu estilo pioneiro e único de psicodelia, Os Mutantes lançaram em 1971, um dos seus melhores álbuns: O Jardim Elétrico. Com musicas em português, inglês e citações em espanhol, o disco traz a banda cada vez mais afinada. Algumas musicas desse disco foram reaproveitadas no álbum Tecnicolor, álbum que seria lançado no mercado externo, mas acabou sendo cancelado na época e depois lançado no ano 2000.

Confiram as clássicas canções desse discaço:

1 – Top, Top (2:28): O álbum abre com essa conhecida canção composta pelo trio central dos Mutantes e pelo baixista Liminha. Destaque para o groove das guitarras, o solo, o groove da percussão no meio da musica e para o piano. Musica que foi coverizada por Cassia Eller.



2 – Benvinda (2:47): A 2ª canção é uma mais calma. Cantada por Arnaldo, ela mostra uma canção orquestrada, num ritmo quase ‘’fim de noite’’. A voz de Arnaldo em tom de deboche e os backings de Rita Lee são destaques na musica.



3 – Tecnicolor (3:44): A 1ª em inglês do disco. Uma canção com um ritmo hiponga, (no melhor estilo Misty Mountain Hope do Led Zeppellin), que simplesmente hipnotiza. A melodia de Sergio, casada com a voz doce de Rita Lee e o refrão onde Sergio usa sua bela voz, fazem dessa musica muito linda.



4 – El Justiciero (3:52): Uma das melhores canções dos Mutantes. Num ritmo de musica latina, com direito a castanhola e violão flamenco, a musica cantada por Sergio e Rita, conta a historia do Justiceiro. Nitidamente, nota-se o deboche e a sátira do trio com a língua espanhola.



5 – It’s Very Nice Pra Xuxu (4:50): Musica do trio central da banda. Uma das melhores desse disco sensacional. A sacada no nome da musica (que é o refrão), só podia vir da mente debochada dos Mutantes. O teclado hammond ao fundo, os vocais de Arnaldo e os instrumental afiado são destaques dessa linda canção.



6 – Portugal de Navio (2:45): Uma letra engraçada, onde o homem tenta encontrar a mulher amada de qualquer forma, mas esta só da fora nele. Aí ele decide mandar ela pra... Portugal de Navio rsrsrsrs. Uma musica meio jazzística, que tem um solo de harmônica no meio, com destaque para o vocal de Sergio.



7 – Virginia (3:27): Essa é uma das mais belas musicas feitas pelo trio. Simplesmente emocionante ver a versão ao vivo feita em 2006, em Londres, no show de retorno. Quem é fã, simplesmente se emociona ao ver essa canção sendo executado com fidelidade ao vivo.



8 – Jardim Eletrico (3:15): Depois da calmaria de Virginia, o disco pega fogo com Jardim Eletrico. Um rock efervescente, com vigor, guitarra forte, baixo marcante, bateria com groove, teclado hammond comendo solto. Simplesmente rock and roll.



9 – Lady Lady (3:34): Com uma levada no piano, a voz de Sergio Dias e os backings de Rita Lee e Arnaldo Batista, uma musica mais cadenciada, com um solo de guitarra muito bom no meio, uma letra que fala de despedida. Linda musica. Destaque para o final, onde a musica toma uma levada meio caribenha, com flauta, percussão, solo a lá Carlos Santana ... sensacional.



10 – Saravá (4:28): Musica no melhor estilo rocka and roll psicodélico dos Mutantes. Bastante groove, teclado hammond, percussão, solo de guitarra distorcido. Grande musica do trio.



11 – Baby (3:39): Versao bossa nova psicodélica em ingles, para a musica de Caetano Velloso. Para encerrar o disco com calma.



Os Mutantes chegavam aos anos 70 com força e muita criatividade, mostrando que ainda poderiam inovar em muita coisa e poderiam ainda nos brindar com muitas obras primas. Uma delas ainda estava por vir. A próxima obra, de 1972, chamada: Os Mutantes e Seus Cometas no País dos Bauretes, é simplesmente uma obra prima. Será essa obra, que iremos ver no próximo post. Até lá!

Gustavo Henrique

Para quem quiser conferir os posts anteriores:




Paz, amor e o resto é história...

Por Leticia Gonçalves

Nick e Bobbi Ercoline. 40 anos depois, casal continuava unido
Era para ser só um estúdio simpático para gravações musicais, localizado na pequena cidade de Woodstock. Mas, como todo bom destino que se preza, o dos jovens  John P. Roberts e Joel Rosenman os levaria além. Unindo seu capital ilimitado ao espírito empreendedor de Michael Lang e  Artie Kornfeld, o pequeno projeto ganharia ares grandiosos e o nome de Woodstock Musica & Art Fair.

Mesmo sendo considerado um projeto um tanto ambicioso, a data foi definida (aconteceu nos dias 15, 16 e 17 de Agosto de 1969), as divulgações começaram e os ingressos (sim, o Woodstock era pago) foram colocados a venda em lojas de discos em Nova York e redondezas. Aproximadamente 186 mil convites foram vendidos antecipadamente, porém, com o intuito de celebrar a paz e o amor e manifestar a indignação que boa parte dos norte americanos sentiam com relação a Guerra do Vietnã que já perdurava por dez anos, um público de 500 mil pessoas compareceu ao local do evento.

Durante três dias de festival, 32 atrações passaram pelos palcos montados em uma fazenda de Bethel, Nova York. Entre elas, nomes que ficariam marcados para sempre na história do rock n roll com apresentações antológicas e de tirar o fôlego de qualquer um presente.

Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jefferson Airplane, Joe Cocker, The Who, Grateful Dead e Santana estão entre aqueles que levaram os jovens aos melhores momentos de suas vidas até então. No time dos que não acreditaram no potencial do festival e recusaram o convite para se apresentarem estão The Doors, Led Zeppelin, Jethro Tull e Bob Dylan.

Hoje em dia, o nome Woodstock se tornou uma marca e perdeu muito de sua verdadeira essência. Assim como outros grandes festivais, acabou por se tornar algo comercial. Exemplo disso são suas versões mais recentes que se mostraram fracasso de público e totalmente contraditórias ao que o primeiro Woodstock pregava.



Leticia Gonçalves

Yellowcard

Por Rafael Takamoto



Sempre começo falando de como a banda surgiu e tal, mas dessa vez, vou fazer diferente, vou contar quando e como descobri a banda que hoje é uma das minhas prediletas. Foi mais ou menos em 2005 eu gostava de assistir uma série chamada One Tree Hill, tinha uma ótima trilha e sempre apareciam bandas, cantores ou cantoras novas que eu acabava gostando um pouco, mas nunca imaginei que lá tocaria uma das bandas que eu fosse ficar fã mesmo.

Então eis que um dia o Yellowcard surge (só com a música), era Lights And Sounds. Amor ao primeiro acorde. Era diferente, a banda usava um violino, eu não ouvia algo assim desde o Kansas (ok, tem o The Corrs, mas aí é pop). Então comecei a procurar saber mais da banda, porém, perdi o primeiro show deles aqui, mas porque não sabia se valeria à pena ir a um show por causa de três músicas que eu gostava na época. E sim, me arrependi, a @robertarrassi e suas irmãs me contaram como foi e eu ficava pensando porque não fui. Mas ganhei minha segunda chance, pouco menos de dois meses depois, eles voltaram ao Brasil voltaram para outro show em São Paulo, claro que não perdi a chance. Dessa vez eu estava lá. E valeu cada minuto.

Agora um breve histórico da banda. Benjamin Harper conheceu Longineu Parsons III depois de tocarem juntos por dois anos, eles conheceram Warren Cooke, o baixista original da banda, que tinha recentemente se mudado de Tampa para Jacksonville para terminar o colegial. Warren tinha um amigo chamado Todd Clare, que entrou na banda como guitarrista, e logo depois Ben Dobson, amigo de Ben Harper, entrou como o vocalista. Os cinco resolveram nomear a banda com o seu termo próprio termo usado para "falta em festas", pois como eles faziam festas em suas casas, quando alguém quebrava alguma coisa, bebia demais ou fazia qualquer coisa estúpida, recebia uma advertência, algo como um "cartão amarelo", e se fizesse de novo, era "expulso" das festas.

Em 1999 a banda lança seu primeiro álbum, Midget Tossing, que os ajudou a aumentar sua base de fãs na região e alguns meses depois já em 2000, lançaram Where We Stand, relançado anos depois pela Takeover Records, gravadora do ex-guitarrista da banda e membro fundador Ben Harper. Também é o álbum que marcou a entrada oficial do violinista Sean Mackin na banda, pois apesar de ele ter tocado em duas canções do primeiro CD, ele era apenas um músico convidado. Depois disso, Todd Clare e Ben Dobson resolvem sair da banda, e os integrantes remanescentes resolvem chamar o amigo Ryan Key para assumir a guitarra e os vocais. Ryan estava na época em uma banda chamada Modern Amusement, e era um grande fã do Yellowcard. Após a entrada de Key, a banda entrou em um novo rumo, tocando, na maioria das vezes, canções compostas por ele em sua antiga banda, e lançou ainda em 2000 o Still Standing EP, o que garantiu a assinatura de contrato com a Lobster Records.

Dois anos depois, em 2002, a banda lançou seu primeiro álbum depois da chegada de Ryan Key, e o primeiro em uma gravadora de médio porte. One for the Kids garantiu a primeira turnê americana da banda e um grande aumento na quantidade de fãs, o que impulsionou o lançamento do The Underdog EP, ainda em 2002, álbum que garantiu a gravação do primeiro clipe da banda, Powder, e a assinatura de contrato com uma grande gravadora, a Capitol Records. Logo depois do final da turnê, Warren Cooke briga com os integrantes e deixa a banda, para assumir seu lugar, é chamado o amigo Peter Mosely, que participa das gravações do novo álbum.

Claro após essa nova formação o sucesso iminente conquistou mais e mais fãs pelo mundo e o Brasil conquistou a banda. Mas como tudo que é bom... aí vocês imaginam, certo? Em meados de 2007 após lançarem o álbum Paper Walls (com uma das melhores músicas deles, Light Up The Sky) a banda não teve seu contrato com a gravadora renovado e entrou em hiato. Ryan deu início a uns projetos solos, assim como o restante da banda, mas existia a esperança de que um dia eles voltassem.

E é claro, todos os fãs acreditavam nisso. Até que já no final de 2010 a notícia que eles estavam em estúdio gravando um novo álbum. E já no início de 2011 uma turnê nos EUA. Claro, aqui no Brasil, ficamos todos na expectativa. Até que um dia a maior fã da banda que conheço nos avisa que ia ter um show deles aqui. E melhor ainda, pela data, apenas um dia antes do meu aniversário. Presente antecipado. Após uma espera de cinco anos, estávamos lá todos juntos assistindo novamente o Yellowcard, não por meros 50 minutos como da última vez, mas por quase duas horas, e, dessa vez, valeu ainda mais. Por todas as companhias, risadas, por toda a espera. Também gostaria de dedicar este post a Bruna, irmã da nossa colunista Roberta, porque ela é a fã que eu citei acima que sempre nos avisa de qualquer show deles em território tupiniquim, e, também minha amiga Laysi pela ótima foto que conseguiu durante o show. E 2012 eles estarão de volta!




Rafael Takamoto
http://esquizofreniacoletiva.blogspot.com/

Pride and Glory - Zakk Wylde

Por Vinicius Dio


Recordo-me que em um post antigo, sobre o álbum Book of Shadows (Zakk Wylde), eu havia referido-me aquele trabalho como sendo o segundo melhor já realizado pelo guitarrista! Pois bem, agora vou lhes apresentar qual, em minha opinião, foi o melhor trabalho desenvolvido por ele! 

A banda sobre a qual estou falando é o Pride and Glory, um misto de Hard e Southern Rock formada em 1994 pelo trio Zakk Wylde (Guitarra e vocais), James Lomenzo (baixo) e Brian Tichy (bateria).

O trio durou pouco tempo... Tempo suficiente apenas para lançar um disco (duplo) homônimo. Porém mesmo com apenas um lançamento a banda deixa saudade, por toda sua musicalidade competente e austera, dentro de um peso com suingue de Hard e o clima agradável, convidativo e envolvente do Southern! O disco apresenta  riffs poderosos com pegadas arrebatadoras carregado quase sempre com uma sonoridade sulista em suas bases. Os solos de guitarra são aqueles extremamente característicos de Zakk Wylde, rápidos, agressivos, diretos e com bastante feeling. Os vocais não ficam longe dos apresentados pelo artista no disco Book of Shadows, porém com uma pitada a mais de animo e veracidade... A bateria e o baixo por sua vez, trabalham extremamente bem em conjunto, dando bastante groove, sincronização e a estabilidade certa para a banda, principalmente para o guitarrista se esbaldar em seus solos! E a qualidade do disco não se limita somente a isso, este ainda traz belas baladas (Lovin’ Womam; Sweet Jesus; Found A Friend), momentos inspiradores com passagens de violão, guitarra clean e slide, piano e gaita que parece fluir espontaneamente, com arranjos bem melodiosos, que fazem desse disco uma obra de se tirar o chapéu! 


  


Até a próxima...


Vinicius Dio - @SirAlghouti