quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Bad Religion

Por Rafael Takamoto


Eaeee povo, tudo bem???

Hoje fiz uma escolha bem pessoal, como meu último texto foi sobre algo que gosto muito, vou tentar seguir essa linha de pensamento e escrever um pouco para vocês sobre o Bad Religion. Uma banda punk rock formada bem lá atrás, em 1979. Eles carregam o mérito de liderar a volta do punk rock no final da década de 80, influenciando vários outros músicos do estilo em suas carreiras. São muito conhecidos por suas letras baseadas em temas sociais e pela habilidade de expressar sua ideologia através do uso de metáforas. A formação do Bad Religion passou por inúmeras mudanças, mas apenas o vocalista Greg Graffin é o único que esteve em todos os álbuns. E atualmente além de Greg (vocal) estão, Brett Gurewitz (guitarra), Jay Bentley (baixo), que só ficou de fora em um álbum. E também Greg Hetson (guitarra), que entrou na banda em 84 e não saiu mais.

Em 81 a banda lançou seu primeiro EP através da sua própria recém aberta gravadora, a Epitaph Records, que era gerenciada por Gurewitz. No ano seguinte a banda lançou o primeiro álbum, "How Could Hell Be Any Worse?". Durante sua gravação Jay Ziskrout deixou a banda, tendo sido substituído por Peter Finestone. E em 83 lançam o álbum "Into the Unknown", um álbum de rock progressivo (o que causou certa estranheza e desconfiança por parte dos fãs). O álbum não foi bem aceito e tornou-se bastante impopular entre os fãs mais assíduos. Um ano depois, Greg Hetson do Circle Jerks, que já havia tocado um solo de guitarra em "Part III" de "How Could Hell Be Any Worse?", entrou na banda para substituir Gurewitz, que estava em reabilitação por problemas com drogas. A banda voltou ao seu estilo do primeiro disco, lançando o EP "Back To The Know", que é considerado tão bom que músicas como "Along The Way" e "Frogger" são pedidas até hoje.

O Bad Religion após um período de hiato retornou lentamente com uma reformulação. Jay Bentley foi chamado por Greg para voltar ao grupo. Ele aceitou voltar à banda para um show, mas acabou ficando como membro oficial. Gurewitz, agora reabilitado, também foi convencido a voltar à banda. E no embalo desse retorno lançaram "Suffer" em 88. E os álbuns "No Control" de 89 e "Against the Grain" de 90 aumentaram a popularidade da banda, vindo logo em seguida "Generator" de 92. Porém, como toda história de banda que conto aqui, sempre há alguma desavença. Mas neste caso não foi uma briga, ou qualquer coisa do tipo. Aconteceu que no ano de 1991, antes da gravação de "Generator", o baterista Pete Finestone deixou a banda. Ele queria se dedicar mais ao seu outro projeto, a banda The
Fishermen. E logo foi substituído por Bobby Schayer.

Ainda em 91 foi lançada a primeira coletânea, 80-85. Atualmente esse álbum está fora de circulação, mas foi substituído pelo relançamento de "How Could Hell Be Any Worse?" de 2004, com a mesma lista de faixas. E o Bad Religion também aproveitou o sucesso do rock alternativo e do grunge na grande mídia, deixaram a Epitaph Records e assinaram contrato com a Atlantic Records. E assim, lançaram (novamente) seu sétimo álbum de estúdio, "Recipe for Hate" de 93, seguido de "Stranger than Fiction" de 94. E mais uma vez Gurewitz deixou a banda. Ele citou oficialmente a quantidade de tempo que gasta nos escritórios da Epitaph pelo fato da banda The Offspring ter se tornado uma das maiores bandas da década de 90. Mas, não só Gurewitz, assim como vários outros fãs acusam a banda de se "vender" por deixar a Epitaph para buscar maior retorno financeiro. O que sempre causa uma grande frustração para os fãs, mas ninguém vive apenas de ideologias, é preciso se sustentar e isso não parece ser muito bem aceito por qualquer fã de uma banda que trouxe o punk de volta a cena.

Com a saída de Gurewitz, Greg tornou-se o principal compositor da banda. E claro que sucessos como "New America", "American Jesus", "Mediocre Minds", "Best For You", "Ten in 2010", "The Dodo" e "Walk Away" são alguns dos hits da banda que "vendidos" ou não sabem fazer música e, principalmente, mostram que o punk não morreu, mas que ainda tem espaço. E para quem pensa que o Bad Religion está parado, engana-se. Eles lançaram seu ultimo álbum "The Dissent Of Man" em setembro de 2010 que teve uma grande aprovação pelos fãs.



Rafael Takamoto
http://esquizofreniacoletiva.blogspot.com/

5 comentários:

  1. Grande escolha brother ! Uma das bandas mais honestas do Rock ! Grande post !

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  2. valeu cristiano!!!!!!
    é uma das minhas favoritas mesmo... e não acho q sejam "vendidos" pq mudaram de gravadora como eu citei acima, acho q todo mundo tem o direito de viver daquilo q gosta e se o preço era mudar de gravadora, pq não???
    bad religion é uma puta banda independente da gravadora q os contratem...

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  3. Adorei o Post Rafa, som du Kara**** bjão

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  4. Sim, mas independente desse fato eu digo que eles são "honestos" no aspecto da sonoridade que eu acho crua e direta, sem firulas. Quanto a contratos e gravadoras e grana, é claro que os caras tem o direito de estar onde acharem melhor. O importante é a qualidade, a verdade na postura. Som direto e sem frescuras. Muito bom mesmo!

    Abração

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  5. valeu mesmo aí letícia, é legal p/ carai poder ver q vcs tão lendo e mais ainda, estão gostando, obrigado!!!!

    ahhh sim, po cris, o som dos caras é bom mesmo, e admiro ainda mais pq qdo eu tocava baixo, a 1ª música q aprendi foi "best for you"...

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