domingo, 20 de novembro de 2011

Dire Straits sem Mark Knopfler em Portugal

Por Cristiano Reis



Os The Straits, uma versão reduzida dos Dire Straits, se apresentarão em Portugal em Março.

A banda é formada por Alan Clark, Phil Palmer, Chris White (três ex-Dire Straits), Steve Ferrone (que já tocou com Tom Petty e Eric Clapton), Terence Reis (o substituto de Mark Knofler), Mick Feat (que já colaborou com Tina Turner e Art Garfunkel) e Jamie Squire (o mais novo do grupo). Os concertos estão marcados para 21 de Março no Hard Club e 22 na Aula Magna.

Canções como «Brothers In Arms», «Sultains of Swing» e «Money for Nothing» farão parte do Setlist.


Lynyrd Skynyrd - Street Survivors

Por Cristiano Reis


O dia 20 de outubro de 1977 ficou marcado para sempre na história da música como o dia do trágico acidente que finalizou a mais fértil e criativa fase de uma das mais importantes bandas americanas de todos os tempos – Lynyrd Skynyrd, vitimando o vocalista Ronnie Van Zant, o guitarrista Stevie Gaines e sua irmã Cassie Gaines, vocalista de apoio, o road manager Dean Kilpatrick e os dois pilotos da aeronave. Justo quando a banda acabara de lançar Street Survivors (no dia 17 do mesmo mês).

Segunda capa e a cada original

Nesses tempos a banda andava inspiradíssima com a entrada de Stevie Gaines no ano anterior, talentoso músico que trouxe para banda um novo alento criativo. A partir disso o trio de guitarras que se formou somados a Billy Powell e seu piano no melhor estilo “honky tonky”, Leon Wilkeson no baixo e Artimus Pile nas baquetas, criou um álbum riquíssimo em influências musicais percorrendo com maestria o blues, o hard rock e o country, especialmente no que tange a divisão de timbres, cada um marcando as composições com uma sonoridade muito peculiar. Stevie Gaines com seus furiosos licks de country e uma pegada personalíssima de blues destilados de uma Stratocaster (e eventualmente uma Les Paul Custom para os solos de slide), Allen Collins e a sua enorme influência de Clapton especialmente nos solos com a sua Explorer e finalmente Gary Rossington usando Berneice (apelido de sua Les Paul Standard modelo 59) e seus famosos vibratos e harmônicos extraídos de bends, muito influenciados por Paul Kossoff (guitarrista da saudosa banda Free). Inicialmente, a capa do álbum saiu com chamas envolvendo os membros da banda, mas a pedido dos familiares após o terrível evento, esta foi recolhida.

Destaques para “What’s Your Name” com toda a sua energia e um belo naipe de metais, “That Smell” com o trio de guitarras rugindo e um final apoteótico com Gaines e Collins duelando, “I Know a Little”, um super boogie acelerado, demonstrando exemplarmente toda a técnica de Gaines, “Honky Tonky Night Time Man” cover do astro do country Merle Haggard e pra finalizar “Ain’t no Good Life” com Gaines nos solos e na voz principal. Pra quem não conhece Southern Rock, esse álbum é uma belíssima introdução ao assunto.



Abraço para todos!

Cristiano Reis

Black Sabbath divulga datas de turnê.

Por Vinicius Dio


Após anunciarem em uma coletiva, no último dia 11, o retorno da formação original com um show marcado para 10 de junho de 2012 em Donington U.K., o Black Sabbath agora nessa sexta feira, 18 de novembro, fez mais um anuncio animador para nós, ávidos fãs da banda! Enquanto a turnê mundial ainda esta em fase de elaboração, o grupo decidiu fazer 14 apresentações pela Europa que estão previstas para acontecer entre os dias 18 de maio, em Moscou, e 24 de junho de 2012, em Milão. No site oficial da banda, já é possível comprar alguns ingressos  para algumas datas.


Confira as datas: 


18/05/2012 - Moscow
20/05/2012 - St. Petersburg
23/05/2012 - Helsinki
25/05/2012 - Stockholm
29/05/2012 - Bergen, Norway
31/05/2012 - Oslo
02/06/2012 - Malmo, Sweden
04/06/2012 - Dortmund, Germany
10/06/2012 - Donington, UK
12/06/2012 - Rotterdam
15/06/2012 - Bilbao, Spain
17/06/2012 - Nantes, France
19/06/2012 - Paris
22/06/2012 - Dessel, Belgium
24/06/2012 - Milan


Agora que tudo esta se encaminhando da melhor maneira possível, é rezar para que tudo continue correndo as mil maravilhas, para que a banda possa fazer belos shows, inclusive e especialmente aqui no Brasil! Mas enquanto o sonho não se realiza na integra, vamos curtir uma boa música do admirável Black Sabbath! 


Até a próxima!

@SirAulghouti - V.D.

sábado, 19 de novembro de 2011

12:5 - Pain of Salvation

Por Vinicius Dio

Pain of Salvation é uma banda Sueca que começou a trilhar seu caminho ainda em 1991 liderado por Daniel Gildenlöw (imagem ao lado) que além de vocalista e guitarrista é o principal compositor da banda. Com o passar do tempo e algumas mudanças, o grupo consolida sua formação, apenas em 1996, que consistia nos seguintes nomes: Johan Langell (bateria), Daniel Magdic (guitarra), Kristoffer Gildenlöw (baixo), Fredrik Hermansson (teclado) e o já citado Daniel Gildenlöw. A partir desse ponto da história, o grupo começa a enviar seus trabalhos para as gravadoras, conseguindo em 1997 lançar seu 1° disco, “Entropia”. Mais tarde, para ser mais exato em 1998, Magdic deixa a banda e é substituído por Johan Hallgren. Mesmo com tais mundanças de linne Up, o Pain of Salvation não perde o compasso, e todos os integrantes que passaram pela banda se mostram talentosíssimos na arte de tocar os instrumentos, que conseqüentemente são muito bem explorados dentro de um estilo mais experimentalista de metal progressivo.

Eu particularmente, não gosto do estilo da banda analisando na integra seus discos de estúdio, já que minha preferência musical esta mais voltada para uma sonoridade mais clássica, tradicional e direta, mas não posso negar que existe muita maestria nas canções de um modo geral, e que certas músicas me agradam bastante...

Porém, “12:5” é um disco para o qual eu tiro meu chapéu, realmente um excelente ao vivo acústico que agrada os ouvidos desde a primeira nota até a última. Tal disco surgiu de shows acústicos apresentados pela banda em seu país de origem. Trazendo a tona novas perspectivas de algumas das músicas de trabalhos anteriores. As músicas assim ganham um parâmetro musical mais “solto”, “exótico” e melodioso. O lado acústico caiu como uma luva para suas canções, conseguindo dar uma qualidade musical mais ampla e ainda melhor do que nas originais, porém sem perder a essência da banda.

Com um clima bem fundamentado, o Pain Of Salvation faz do 12.5 uma verdadeira obra de arte acústica, com muita expressão, personalidade e originalidade.


O álbum é divido em uma especie de conjunto de músicas que formam três partes, elas são: Book I - Genesis, Book II - Genesister e Book III - Genesinister. Infelizmente não consegui as 3 partes para disponibiliza-las aqui para vocês. Confiram então nós videos a primeira e a segunda parte do 12:5.






Até a próxima, pois aqui o rock nunca morre!


@SirAlghouti - V.D.

Boa nova do Stones

Por Vinicius Dio




Pra quem é fã de Keith Richards e companhia, surgiu uma boa nova em relação a clássica e lendária banda Rolling Stones... Confiram a noticia!


Matéria original: Virgula



"Os Rolling Stones lançaram nesta sexta-feira (dia 18), um site especial com um poderoso acervo de arquivo digitalizado. Por meio do Stones Archive, os fãs do grupo poderão comprar itens como litografias autografadas, exclusivo material promocional e luxuosas caixas.

O primeiro material colocado no portal à disposição dos usuários foi The Bruxelas Affair, uma compilação de dois shows registrados durante a turnê europeia do álbum Goats Head Soup, de 1973.

O último trabalho de estúdio dos Rolling Stones foi A Bigger Bang, lançado em 2005. Com esse disco, o grupo saiu em turnê, correu o mundo para divulgar o álbum e os clássicos da sua carreira. Desde 2007, a banda está ausente dos palcos, mas o guitarrista Keith Richards disse em entrevista ao jornal The Sun que existe a possibilidade dos Stones voltarem em 2012.

"Decidimos ir ao estúdio para tocar, já que não fazemos isso juntos há pelo menos quatro anos. Pode não resultar em nada, não há planos. A ideia é tocar e se divertir mesmo", comentou."




Agora pra matar a saudade dos tempos áureos da banda, desfrutem de uma bela sonoridade no video abaixo!


Até a próxima!
@SirAlghouti - V.D.

Smashing Pumpkins

Por Rafael Takamoto


Eaeee povo, como foi o feriado, tudo bem???

Agora de volta à realidade (ou seria à normalidade?) vim aqui escrever um pouco sobre uma das bandas que sempre me impressionaram, tanto pelo instrumental quanto pelas letras. O Smashing Pumpkins é uma banda formada em Chicago ainda em 1987. É uma das bandas menos influenciadas do punk rock dentro de sua geração. Possuem uma sonoridade diversa e densa. Segundo Billy Corgan, suas grandes ambições musicais e letras buscam uma descarga emocional dramática que moldaram as canções e álbuns do Smashing Pumpkins.

Aos dezenove anos, Billy Corgan saiu de Chicago e se mudou para São Petersburgo, na Flórida, com sua banda de rock gótico The Marked. A banda alcançou um sucesso limitado e logo se dissolveu. Corgan voltou à Chicago, e começou a trabalhar em uma loja de discos, onde conheceu James Iha (guitarra). Corgan mantinha os planos de começar uma nova banda e já tinha até o nome, Smashing Pumpkins, mas de acordo com D'arcy (baixo) o nome vem de uma piada sem graça que Billy gostava de contar. A baixista D'arcy Wretzky conversou com Billy Corgan que falou sobre a necessidade da sua banda por um baixista e deu a D'arcy seu telefone e ela logo se juntou aos Smashing Pumpkins. Um baterista de jazz, Jimmy Chamberlin foi convidado pela banda. A combinação de Chamberlin com a banda era algo pouco provável para dar certo, sendo que não conhecia nada de rock alternativo.

Querendo ganhar mais consistência, Billy Corgan sempre acabava regravando algumas linhas de baixo, D'arcy ainda não tinha habilidade o suficiente para acompanhar os riffs. E isto gerava certa tensão interna na banda. Mas nem mesmo os problemas com drogas de Chamberlin e a depressão de Billy Corgan impediram que o Smashing Pumpkins se estabilizasse como sucesso comercial. Mas o ambiente de gravação seguia complicado e a banda brigava constantemente. E ao mesmo tempo em que faziam sucesso, viam que não eram tão idolatrados pela comunidade do rock alternativo.

O álbum "Mellon Collie and the Infinite Sadness" foi o grande sucesso da banda, um álbum duplo com 28 canções. A intenção era fazer com que as canções se completassem conceitualmente como um ciclo de vida e morte. Foi muito elogiado pela revista Time como "o trabalho mais ambicioso e bem acabado do grupo até o presente", Mellon Collie já estreou no topo na lista da Billboard em 95. O album teve cinco singles: "Bullet with Butterfly Wings", "1979", "Zero", "Tonight, Tonight" e "Thirty-Three". E seguiam os problemas internos da banda, inclusive contando com a demissão de Chamberlin por overdose. Não só por isso, claro, mas porque a banda tinha contratado um tecladista que faleceu devido ao consumo de drogas e o baterista, que era o portador dos narcóticos foi preso e demitido. Para que anos depois se apresentasse novamente com a banda para a surpresa dos fãs.

Era a despedida do Smashing Pumpkins. Eles tocaram novamente no The Metro, club de Chicago onde começaram anos atrás. O show durou quatro horas e tocaram canções de toda sua carreira. E quem estava lá ainda ganhou uma gravação do primeiro concerto da banda no Metro, Live at Cabaret Metro (de 1988). O single "Untitled" foi lançado comercialmente para coincidir com o show de adeus. Mas a banda não acabou definitivamente, na prática, sim, mas na teoria, Billy Corgan nunca deixou a banda acabar. Até que já na primeira década do século XXI Corgan anunciou que planejava reunir a banda. Em 2006, o site oficial da banda confirmou a reunião dizendo: "É oficial. Os Smashing Pumpkins estão escrevendo novas músicas para o seu próximo álbum, o primeiro desde 1999". Somente em maio de 2007 os novos membros foram apresentados, durante a turnê que começou em Paris. Jeff Schroeder (guitarra), Ginger Reyes (baixo) e Lisa Harriton (teclados). Mas em março de 2009 Jimmy Chamberlin, resolveu sair do grupo (de novo). E mesmo assim, Billy Corgan, seguiu em frente com o projeto Smashing Pumpkins já que, para ele, suas músicas são a personificações dos seus sonhos e a visão dos fãs sobre quem é Billy Corgan.


Rafael Takamoto
http://esquizofreniacoletiva.blogspot.com/

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

The Smiths

Por Rafael Takamoto



Eaeee povo, tudo bem???

Vim aqui contar um pouco do The Smiths, que foi uma das grandes bandas britânicas dos anos 80. E também uma das minhas 8.999 bandas favoritas. A base do grupo era a parceria nas composições de Morrissey (vocal) e Johnny Marr (guitarra), que contava ainda com Andy Rourke (baixo) e Mike Joyce (bateria). E eles eram gigantes em seu mundo, indo do pop/rock até um som com abordagem e estilo mais gótico. Conquistou fãs pelo mundo afora e acabaria por influenciar diversas bandas pelo mundo.

Após muita luta, finalmente assinaram contrato com a gravadora independente Rough Trade Records. Lançaram seu primeiro single, "Hand in Glove", já em 1983. Esse primeiro trabalho foi muito aclamado pelo conhecido e influente DJ da rádio BBC John Peel. Porém nas histórias das bandas (acho que historicamente mais ainda as bandas inglesas), nada nunca é um mar de flores e nem tudo dura para sempre. Apesar do sucesso e de grandes hits que emplacavam e conquistavam o mundo os The Smiths se separaram em 87 devido a desentendimentos de Morrissey e Marr.

Entre os principais sucessos há muitas canções que merecem destaque. As canções "The Boy With The Thorn In His Side", "How Soon Is Now", "This Charming Man", "Ask", "Heaven Knows I'm Miserable Now", "Bigmouth Strikes Again", "Panic", "There Is a Light That Never Goes Out" deram o rumo da ascenção e queda da banda. As canções eram de arranjos simples, letras muitas vezes profundas e sempre com um tom meio mórbido dando pontapé no cenário gótico de vez (ok, já haviam outras bandas góticas, ainda falarei delas em outros posts). Ainda no início de 87, o single "Shoplifters do World Unite" foi lançado, seguido por uma segunda compilação, "The World Won't Listen" e o single "Sheila Take a Bow", o segundo da banda (e último durante a vida da banda) no Reino Unido atingir o Top 10.


E mesmo com o sucesso, as tensões surgiram dentro da banda. Johnny Marr estava beirando o alcoolismo, fez uma pausa da banda. Para logo em seguida deixar o grupo definitivamente. Ivor Perry (ex-Easterhouse) foi chamado para substituir Marr, a banda gravou material novo com ele que nunca foi concluído. Perry estava desconfortável com a situação. O quarto álbum do grupo, "Strangeways, Here We Come" foi lançado, mas a banda se separou. A tensão do relacionamento é sempre atribuída por Morrissey se irritar com o trabalho de Marr com outros artistas. E Marr sentia-se cada vez mais frustrado pela inflexibilidade musical de Morrissey. Marr odiava a obsessão de Morrissey com artistas pop dos anos 60. Após o fim do Smiths, Morrissey começou a trabalhar sua carreira solo. Johnny Marr só voltou ao cenário musical em 89, trabalhou como músico e colaborador escrevendo para artistas como The Pretenders, Bryan Ferry, Pet Shop Boys, Billy Bragg, Black Grape, Talking Heads, Crowded House e Beck. Anos depois, ainda trabalhou como músico convidado no álbum do Oasis Heathen Chemistry.

Marr e Morrissey garantem em todas as entrevistas que eles não vão reunir a banda. Mesmo assim, em 2005, a VH1 tentou obter a banda de volta para uma reunião em seu show Reunited Bands. Mas o projeto foi abandonado após sua tentativa de convencer Morrissey antes de um show. Para se ter uma idéia do grau de ódio e rancor entre Morrissey e Marr, Morrissey diz que "preferia comer seus próprios testículos a se reunir aos Smiths". Ah, mas vocês acham que por uma boa quantia de grana a situação mudaria, certo? Errado. Morrissey recusou uma oferta de £ 40.000.000 para se reunir com Marr em uma turnê mundial de 50 dias entre 2008 e 2009. E há relatos de que antes dessa oferta, Morrissey disse que trabalhou duro desde o fim do The Smiths e os outros não e que eles não eram amigos, então estariam em um palco juntos?

E desde então não param os boatos sobre o retorno da banda. Sempre desmentidos por Marr e Morrissey que não suportam ouvir falar um do outro. Infelizmente uma grande perda do cenário musical. Grandes parcerias assim são raras, mas ódio entre pessoas que pregavam, ou melhor vieram da geração de "paz e amor" chega a ser irônico, talvez sarcástico. E para a tristeza dos fãs que ficaram órfãos na época, é uma grande perda. Maior ainda para os fãs que os descobrem anos e anos depois como este colunista que contou essa trágica história.


Rafael Takamoto
http://esquizofreniacoletiva.blogspot.com/