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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Willkommen Bei Wacken!

Por Leticia Gonçalves

Olá, headbangers do meu coração... Como estamos?


Todo mundo já sabe que a probabilidade de rolar uma edição brazuca de um dos maiores festivais de metal é bem grande. Mas, por incrível que pareça, sempre tem aquele que nunca ouviu falar do W.O.A. e minha função hoje é contar um pouquinho da história desse simplório festival... (hahahaha)

Vindo da mente criativa de Thomas Jensen e Holger Hübner, o Wacken Open Air acontece anualmente na pequena cidade de Wacken, ao norte da Alemanha - é a Meca dos metaleiros. Sua primeira edição aconteceu em 1990 e contava apenas com seis bandas alemãs relativamente desconhecidas do grande público.

Apesar disso, o festival se mostrou uma grandiosa idéia e partiu para sua edição seguinte. Em 1992, nomes como Saxon e Blind Guardian já faziam parte da lista de bandas escaladas para o festival. Em 1998, quando o festival ganhou o posto de maior da Europa, ele ganhou um dia a mais e contava com nomes como Arch Enemy, Gamma Ray, Iced Earth, Stratovarius, Nevermore, Primal Fear e mais uma porrada de gente boa no line up.

Desde então, o Wacken não para de crescer tanto em público quanto em estrutura. Toda a área ao redor do festival é composta por pequenos quiosques que servem comida e bebida (leia-se cerveja), além da área destinada ao camping.

A edição de 2009 alcançou um dos maiores recordes adquiridos pelo Wacken: todos os ingressos foram vendidos até o dia 30 de dezembro de 2008, 200 dias antes da abertura oficial do festival - que desde 2002 é feita pelos Wacken Firefighters, a banda formada pelos bombeiros voluntários da cidade.

Ficou curioso? Curtiu a breve história do Wacken? Então aguenta que a história ainda não acabou...



Leticia Gonçalves

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Coração do Rock - A Bateria

Por Marcelo Oliveira


A bateria como nós a conhecemos, tão fundamental para o Rock, é uma invenção relativamente recente. Sua origem situa-se no final do Século XIX e início do Século XX. Na verdade ela é um conjunto de instumentos musicais que antes eram tocados por diferentes pessoas e que, com algumas "simples" invenções, passaram a ser tocados por uma única pessoa.

Talvez a mais importante destas invenções foi a do pedal de Bumbo. Sem ele é praticamente impossível imaginar o kit atual de bateria. A sua primeira versão "oficial" foi feita por William F. Ludwing em 1909/1910. A intenção era liberar as mãos do percursionista, possibilitando tocar outros instrumentos enquanto a marcação era feita com os pés.

Outra invenção, que hoje nos parece elementar, é a da estante para a caixa. Anteriormente o músico prendia a caixa ao corpo com correias ou levava aos ombros (como fazem os percursionistas das Escolas de Samba). Aos poucos começaram a improvisar apoio sobre cadeiras, até que foram surgindo modelos de estantes cada vez mais eficientes. 

Com estas novidades o kit de bateria ganhou rapidamente espaço, principalmente entre as bandas tradicionais de Jazz. E foi principalmente por influência do Jazz que veio a tomar parte da origem do Rock, de forma tão fundamental que hoje é difícil imaginar alguma de suas músicas sem a marcação rítmica dela.

Não há uma configuração padrão de Kit de Bateria, mas comercialmente falando é normal encontrar a seguinte composição: 


1- Bumbo;
2- Surdo;
3- Caixa;
4- Tom-Tons (2);
5- Chimbal;
6- Pratos de Condução e Ataque;

Contudo, não é nada difícil ver bateristas usando kits com menos ou, principalmente, com muito mais instrumentos acoplados.

O Rock é um dos grandes celeiros de grandes bateristas. Apenas para citar alguns: Neil Peart (Rush), John Bonham (Led Zeppelin), Keith Moon (The Who), Stewart Copeland (Police), Mike Portnoy (Dream Theater) e muitos outros...

Confira aí um solo de John Bonham:


Diga aí, qual o teu (ou os teus) bateristas preferidos?

Grande abraço!

Marcelo Oliveira

sábado, 29 de outubro de 2011

Paz, amor e o resto é história...

Por Leticia Gonçalves

Nick e Bobbi Ercoline. 40 anos depois, casal continuava unido
Era para ser só um estúdio simpático para gravações musicais, localizado na pequena cidade de Woodstock. Mas, como todo bom destino que se preza, o dos jovens  John P. Roberts e Joel Rosenman os levaria além. Unindo seu capital ilimitado ao espírito empreendedor de Michael Lang e  Artie Kornfeld, o pequeno projeto ganharia ares grandiosos e o nome de Woodstock Musica & Art Fair.

Mesmo sendo considerado um projeto um tanto ambicioso, a data foi definida (aconteceu nos dias 15, 16 e 17 de Agosto de 1969), as divulgações começaram e os ingressos (sim, o Woodstock era pago) foram colocados a venda em lojas de discos em Nova York e redondezas. Aproximadamente 186 mil convites foram vendidos antecipadamente, porém, com o intuito de celebrar a paz e o amor e manifestar a indignação que boa parte dos norte americanos sentiam com relação a Guerra do Vietnã que já perdurava por dez anos, um público de 500 mil pessoas compareceu ao local do evento.

Durante três dias de festival, 32 atrações passaram pelos palcos montados em uma fazenda de Bethel, Nova York. Entre elas, nomes que ficariam marcados para sempre na história do rock n roll com apresentações antológicas e de tirar o fôlego de qualquer um presente.

Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jefferson Airplane, Joe Cocker, The Who, Grateful Dead e Santana estão entre aqueles que levaram os jovens aos melhores momentos de suas vidas até então. No time dos que não acreditaram no potencial do festival e recusaram o convite para se apresentarem estão The Doors, Led Zeppelin, Jethro Tull e Bob Dylan.

Hoje em dia, o nome Woodstock se tornou uma marca e perdeu muito de sua verdadeira essência. Assim como outros grandes festivais, acabou por se tornar algo comercial. Exemplo disso são suas versões mais recentes que se mostraram fracasso de público e totalmente contraditórias ao que o primeiro Woodstock pregava.



Leticia Gonçalves

sábado, 22 de outubro de 2011

Uma Sutil Canção... Um Grande Legado!

Por Vinicius Dio

(New Orleans)
House of the Rising Sun, talvez seja a música mais regravada na história... A canção é de cunho folclórico americano que retrata uma vida mal sucedida em Nova Orleans. Com muitas versões ao longo do tempo, era pra canção ter se disseminado mais popularmente do que realmente veio a acontecer. De todas as gravações, apenas duas ficaram com mais perspicácia no hall da fama, se tornando assim mais conhecidas! Essas são: a versão do The Animals (1966) e a versão do grupo Frijid Pink (1969). Apesar de essas duas terem angariado a fama com mais força do que as outras, eu não as considero como as melhores versões... 

Abaixo alguns músicos que já entoaram esse “hino” para seus fãs: 

Agents of Oblivion , The Adolescents , The Animals , Bachman-Turner Overdrive , Bard of Ely, Joan Baez , Pink Floyd ,The Beatles ,The Be Good Tanyas, Eric Bibb & Cyndee Peters, Blind Boys of Alabama (come ‘Amazing Grace’), Bon Jovi, The Brothers Four, Johnny Cash, Tracy Chapman, Cody C & J.R., David Allen Coe, Creedence Clearwater Revival, Maria Daines & Paul Killington, Bob Dylan, Eagles, Tommy Emmanuel, Evereve, Marianne Faithfull, The Flower Travellin' Band, Bob Fuzz, Frijid Pink, Gerry and the Pacemakers, Gary Glitter, Woody Guthrie, Tim Hardin, Jandek, Wyclef Jean et Les Portes du Pen, Waylon Jennings, Brian Johnson, Sammy Kaye, B.B. King e Mary Travers, Mark Knopfler, Kult ,La Renga, Lead Belly, Led Zeppelin, Courtney Love, Chan Marshall, Ronnie Milsap, Roger McGuinn, The Moody Blues, Muse, Tim O'Brien, Mark O'Connor, Sinéad O'Connor, Odetta, John Otway, Oysterhead, Dolly Parton, The Platters, Rockapella, The Rolling Stones, Dave van Ronk, Santa Esmeralda, Sentenced, Nina Simone, Tangerine Dream, Agnaldo Timóteo, Toto, U2 e Green Day, The Ventures, Doc Watson e Richard Watson, The Weavers, Leslie West, The White Stripes, Josh White, B.B. King, Jimmi Hendrix…

Esses foram os setenta e poucos nomes que consegui juntar! Se existe mais algum, não sei, talvez! De todas as bandas que se encontram aí em cima acho que escutei apenas a versão de dez ou doze! Nos vídeos vou disponibilizara versão do The Animals, e vou colocar também a versão que na minha opinião  é a melhor, pelo menos das que eu já escutei! Mas por enquanto vou deixar vocês com mais um pouco da historia dessa canção tão sublime, admirada e cantada por tantos!

Origem da fonte abaixo: Wikipedia.

 Breve História:

Alan Price diz que a música foi baseada em cantos medievais, passando por um Jazz clássico até chegar em suas novas versões. Porém, Eric Burdon, da mesma banda, diz que ela veio de um cantor da Nortúmbria chamado Johnny Handle. A versão gravada mais antiga é a de Clarence Foster e Gwen Foster em 1933, que dizia ter ouvido de seu avô, Enoch Foster. Alger Alexander, famoso cantor americano, gravou Rising Sun em 1928, mas a música é muito diferente, porém, seus acordes são um pouco parecidos. Bob Dylan gravou a música em 1961. Dave Van Roke, americano neerlando-descendente, disse no documentário No Direction Home que a música não era original:

“Eu aprendera esta música pelos anos 50, com uma gravação de Hally Wood, o cantor e coletor do Texas, que pegara a música nos estúdios de Alan Lomax, gravado por uma mulher de Kentucky, Georgia Turner. Pus outro ritmo mudando os acordes e usando uma linha de baixo que descende em meio-compassos, uma comum progressão em Jazz, mas rara em cantos folclóricos. No início dos anos 60, a música se tornou uma peça assinada por mim, e eu dificilmente consegui sair do estúdio sem fazê-la”
                                                                                                   
                                                                                               
(The Animals)
A banda The Animals (na figura ao lado), já no Reino Unido, gravou a música como um hit, lançada em 1964, chegando ao alto da parada britânica, de 9 de Julho a 16 de Julho de 1964(sendo até hoje, a versão mais famosa desta música). 

Os Beatles, The Adolescents e Frijid Pink foram outros que gravaram a música. Nos anos 80, a banda alemã Scorpions e a banda britânica Dirt também fizeram, cada uma, uma versão. Recentemente, a música foi gravada pela banda norte-americana de metalcore Walls of Jericho. A versão é bem leve comparada com outras músicas da banda, com para o belíssimo vocal de Candace Kucsulain. Esta canção foi também muito bem interpretada pelo cantor egipto-grego Demis Roussos, de origem grega, nascido no Egito. Ele interpretou esta canção, no início da sua carreira musical, quando enfrentava dificuldades financeiras para sustentar os seus familiares. Em 1998, a canção foi regravada pela banda finlandesa de Gothic Metal Sentenced. O Frozen é um dos álbuns é um dos mais vendidos da discografia da banda que encerrou suas atividades em2005, e conta com quatro covers em suas últimas faixas.










Ate a próxima...


Vinicius Dio - @SirAlGhouti 

sábado, 15 de outubro de 2011

Breve História do Metal

Por Emanuel Amaral




Nesta resenha eu pretendo contar aos fãs de rock um pouco da história de um dos mais importantes estilos... O HEAVY METAL!

“’Metal’ é a palavra que define um dos gêneros mais fragmentados e extremos do rock. O termo vem de “Heavy Metal” (metal pesado). Conta-se que foi o escritor beat William Burroughs o primeiro artista a tirar o termo do mundo da química, enquanto tantos outros discutem quais foram as primeiras bandas associadas ao gênero. O primeiro grupo a utilizar a expressão “Heavy Metal” em uma música foi o Steppenwolf, na clássica faixa “Born to Be Wild”.

Durante a década de 1970 o Heavy Metal foi o rótulo de várias bandas de Hard Rock, influenciadas pelo Rock Blues eletrizante das bandas inglesas como Kinks, Rolling Stones e Yardbirds. Led Zeppelin, Deep Purple, Cream e Blue Cheer também estão entre os pioneiros do gênero, mas um grupo pode ser considerado o “pai” do estilo. O Black Sabbath, com seu pesado e claustrofóbico primeiro disco, homônimo, deu a luz à um mundo de escuridão.

A partir da década de 80, com o chamado “New Wave of British Heavy Metal” (“Nova Onda Do Heavy Metal Britânico”), o estilo começou a se “popularizar”, fragmentando-se logo após em várias frentes: Power Metal, Black Metal, Doom Metal, Death Metal, Thrash Metal, Hair Metal, Speed Metal e mais unm sem número de subgêneros.

Alguns álbuns fundamentais para o Heavy Metal (na minha opinião):

Black Sabbath – “Black Sabbath” (1970) – O álbum que oficialmente deu origem a tudo. Calcado no peso e nos filmes de terror dos quais eram fãs, o antigo Earth cunhou um dos mais macabros momentos da história da música. Duas músicas definem esse maravilhoso álbum: a faixa-título, abrindo o álbum em tom menor, com o som sinistro da chuva e sinos. E a macabra “N.I.B.``, com sua frase: “Meu nome é Lúcifer, por favor, pegue minha mão”.




KISS – “Alive”(1975) - Para esse álbum só tenho uma coisa para dizer: “Rock n`Roll All Nite”. Não precisa de mais nada...




RUSH – “Fly By Night” (1975) - Você pode dizer: “Mas RUSH é Rock Progressivo!” Mas eu te digo: uma banda que influenciou grandes nomes do Heavy Metal (entre eles, o Metallica) não poderia ficar de fora dessa lista. Um álbum de grande importância, e com músicas fantásticas. Entre elas, ``In The End``.




Judas Priest – “British Steel” (1980) - Um dos álbuns mais importantes do Heavy Metal, contando com o vocal de Rob Halford: nada mais, nada menos que o “Deus do Metal”.




Motörhead – “No Sleep `Til Hammersmith” (1981) – Neste clássico a banda de Lemmy, famosa pelas apresentações bombásticas, mostra todo o seu poder no palco, detonando hinos como “Ace of Spades”, “Overkill”, entre outros. Simplesmente fantástico.





Iron Maiden – “The Number Of The Beast” (1982) – O álbum que alçou a banda ao patamar de um dos grupos mais influentes do Heavy Metal. Qual metaleiro nunca ouviu o refrão impactante, na qual Bruce Dickinson evoca o número da besta, para o desespero dos pais? 




Venom – “Black Metal” (1982) - O Venom levou a tarefa de assustar os pais ao extremo com seu segundo álbum, e de lambuja criou e nomeou um subgênero onde o satanismo e o oculto influenciariam as bandas que viriam posteriormente. Faixas como “Countess Bathory”, “Leave Me in Hell” e “Black Metal” representam muito bem a proposta “obscura” da banda.




Slayer – “Reign in Blood” (1986) - Em 1986, na efervescente cena Thrash da Bay Area, Tom Araya, Kerry King e companhia criaram um dos álbuns mais brutais, rápidos e agressivos, numa época em que as grandes gravadoras se voltavam para as bandas mais pesadas. “Reign in Blood” misturou tudo o que havia de mais extremo, no som e nos temas, para criar uma obra prima do Heavy Metal.




Metallica – “Master of Puppets” (1986) – Na mesma época, outra banda de Thrash Metal cunhou mais uma obra-prima do estilo. O álbum fecha uma fase áurea com chave-de-ouro, como se o grupo soubesse o que viria a acontecer de fatídico com Cliff Burton.




Helloween – “The Keeper of the Seven Keys Pt.1” (1987) - O Heavy Metal “melódico”, ou Power Metal, é a característica dessa banda, considerada o “pai” deste subgênero tão controverso. E a origem do estilo se deu neste álbum, com clássicos como “Twilight of the Gods” e “Future World”.




System of a Down – “Toxicity” (2001) - Porradas como “Prison Song” e a faixa-título chamam a atenção no principal disco da banda, assim como outras canções com momentos mais “pop” (e ainda pesadas) como “Aerials” e o hit “Chop Suey”.




É isso ai... Um pouco da história do Heavy Metal...

Valeu... Um abraço! 

@BLSheavyemanuel