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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Oasis - Entre Sucessos e Polêmicas...

Por Rafael Takamoto



Eaeee povo? Como estão? eu sei que sempre pego umas bandas mais desconhecidas para apresentar a vocês, mas hoje eu realmente preciso falar de uma banda que gosto muito e também faz parte das minha prediletas. O Oasis foi uma das principais bandas de Manchester, Inglaterra. O grupo começou em 1991 mas apenas surgiu no cenário mundial em 94 como marca do tradicional rock britânico, que estava em baixa graças ao surgimento de outras correntes musicais, como o grunge norte-americano. Estabeleceram-se como uma das mais aclamadas dos anos 90, não apenas pela sua qualidade musical, como também pelo comportamento peculiar dos seus membros, como por exemplo os confrontos com a midia e as brigas entre os dois irmãos Liam Gallagher e Noel Gallagher.

Oasis é uma das bandas mais influentes da geração anos 90 (ao lado de Nirvana, Pearl Jam, Radiohead, Faith No More, Green Day e Guns N' Roses) e uma das bandas britânicas mais bem sucedidas da história, tendo vendido mais que setenta milhões de discos desde 1994. Mas segundo os irmãos Gallagher, eles seriam a 2ª melhor banda da história da música, perdendo apenas para os The Beatles, seus ídolos. Uma das coisas que me lembro, de quando ouvi pela primeira vez o Oasis, foi logo em seguida ler uma declaração (não lembro se do Liam ou Noel, mas provavelmente do Liam), dizendo que ao cantar não olha para a plateia, pois é ele quem deve ser observado e admirado. Muitas pessoas tem uma grande rejeição com algo assim, típico da banda. Mas, no meu caso, foi quando fiquei fã, afinal, para um cara de uma banda que estava começando ter peito para dizer algo assim, tem que realmente ser muito bom.

O primeiro álbum "Definitely Maybe" de 94 e é o terceiro álbum de estreia que mais rapidamente vendeu na história do Reino Unido, atrás do primeiro disco dos Arctic Monkeys, "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not" (2006) e do disco da cantora pop/R&B Leona Lewis, "Spirit" (2007), que encabeça a lista.

Noel conta que um dia chegou do serviço e sua mãe disse que Liam estava tocando numa banda, de cara ele riu, achou engraçado o fato de Liam querer virar músico, mas ainda assim, ouviu tudo e aceitou o convite para ir ao ensaio e fazer parte de banda. Dizem as lendas que o que os rapazes escreviam era fraco demais, por isso Noel chegou e começou a cuidar das composições. Não porque eles eram ruins, mas porque ele fazia melhor. E provou logo de cara. "Live Forever", "Rock'n'Roll Star", "Cigarettes and Alcohol", "Slide Away" e a incrível "Supersonic" faziam parte deste album, considerado por muitos um dos melhores trabalhos da banda até hoje. Mas no segundo album com "Wonderwall", "Don't Look Back in Anger", "Some Might Say", "Cast No Shadow", "Morning Glory" e "Champagne Supernova" chegou superando todas as expectativas dos fãs, comparando ao primeiro trabalho. Agora o Oasis definitivamente era uma das grandes bandas da década.

E a carreira da banda é marcada por diversos hits e principalmente declarações fortes contra outras bandas e sempre elevando os Beatles. E, é claro, eles são fãs de futebol e torcem obviamente para o Manchester... City. Sim, isso mesmo! O Manchester City, não o United. Algumas das recentes pôlemicas declarações dos irmãos Gallagher surgiram numa discussão com Chris Martin do Coldplay, que segundo Noel, é o causador do aquecimento global por estragar o mundo com sua voz. Noel também brigou com sua esposa por ter colocado um poster o Pearl Jam na parede ao lado dos posteres dos Beatles e Elvis, disse que Eddie Vedder não merecia estar ao lado deles. Vedder por sua vez disse que não sabia porque Noel não gostava dele, levando em conta que ele gosta da banda e tem posteres deles. Mas as principais brigas da banda não eram contra outros músicos, mas sim entre eles mesmo. Liam e Noel.
As brigas cada vez mais constantes e pesadas levaram ao fim da banda, que se separou no dia 28 de agosto de 2009. Noel Gallagher anunciou a sua saída do Oasis, fazendo com que o futuro da banda ficasse incerto. As crescentes brigas entre eles chegaram ao ápice quando Noel disse que é impossível de se conviver com uma pessoa com Liam. E isso porque são irmãos. Pouco mais de um mês depois, Liam anunciou, numa entrevista ao The Times, o fim do Oasis. No entanto, em entrevistas posteriores, afirmou que os integrantes continuariam a tocar e gravar juntos, não dispensando a alternativa de continuarem como Oasis. Mas em fevereiro de 2010, Liam anunciou que ele e os remanescentes da banda recomeçariam do zero, chamando-se agora de Beady Eye. Noel por sua vez também segue na carreira musical e recentemente lançou um album, muito mais parecido com som do Oasis do que o Beady Eye.


Rafael Takamoto
http://esquizofreniacoletiva.blogspot.com/

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Evanescence Volta À Ativa Com Novo Álbum

Por João Victor

Texto adaptado de: The Mirror


O novo álbum auto-intitulado da banda foi lançado após o hiato de 5 anos de seu álbum de 2006 "The Open Door". Apesar de Evanescence ser comunmente estereotipada como uma banda com letras gritantes, emo e depressivas, a força do som da banda combinado com a voz de Amy Lee evocam pura excelência.


Todas as 16 faixas tem sua paixão e mensagens únicas, retumbando emoção por vigorosos fills de bateria, guitarra e violino elétrico. Os temas das canções incluem confusão, mágoa, corações partidos, arrependimento de amores passados e a descoberta do poder existente dentro de todos nós.

O single "What You Want" é uma música otimista que encoraja pessoas a fazer as mudanças necessárias para melhorar suas vidas e realizar seus sonhos. "Lost in Paradise", a segunda faixa mais popular do álbum, poeticamente descreve a falta de esperança e o medo que podem acompanhar o amor. A harmonia das guitarras elétricas e violinos com as palavras dolorosamente bonitas; a música começa e acaba suavemente, e é recheada com sensações audíveis de drama e saudade. "My Heart Is Broken" e "End Of The Dream" ecoam o desejo e a emoção que não podem ser duplicados pela voz de qualquer outro artista.


Quando Amy canta, suas palavras fluem tão naturalmente e sem esforço pela música - ela põe todo seu coração nisso. Assim que você ouve a primeira palavra, já sabe que é Amy; ela tem uma voz que nenhuma outra mulher do planeta tem. Se a perfeição pudesse ser definida, seria pelo novo álbum de Evanescence, com um concentração no vocal de Amy.

Comparado aos outros discos de Evanesence, o mais recente definitivamente mostra evolução como uma banda. Enquanto hits bem conhecidos como "Bring me To Life", My Immortal" e "Going Under" são músicas fenomenais, o novo álbum pega esse som e energia amados pelos fãs de Evanescence e multiplica por mil. Se você procura rock alternativo por uma banda extremamente versátil, ouça esse novo álbum.


"Evanescence" já atingiu o primeiro lugar na Billboard, e é um ótimo álbum de uma banda com vários discos bons. Tive o prazer de ver o show deles no Rock In Rio 2011, e o som e a energia são indescritíveis. Amy Lee transpassa toda a emoção por sua voz e melodia incríveis, e a qualidade do som é incomparável. Além disso, Amy nunca desafina, e sua voz sempre está muito parecida com a da música original. Aqui vai o single "What You Want", do novo álbum.



Salve o Rock! João Victor ( @JaoJacob )

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Álbum 'Lulu' Recebe Duras Críticas

Por João Victor

Texto adaptado de: Ultimate Classic Rock




Lou Reed e Metallica deveriam saber que o seu novo álbum, intencionalmente difícil, 'Lulu' iria causar uma grande margem de resposta crítica, mas acho que até essas lendas casca-grossas da música ficariam um pouco surpresas pelo veneno que está sendo jogado em sua direção por vários revisores de álbuns pelo mundo.

Vejamos algumas das críticas mais escrachadas de 'Lulu'. Você pode clicar no nome da publicação para ver a crítica inteira (em inglês).

"Falharam? Sim. Feio? Nem sempre. Esse tipo de falha é uma falha tão mítica, gloriosa, supernova, que é válido ouvi-la ocorrer. Depois do tempo do artista acabar, o que sobra são poucas coisas boas, realçadas como lascas de ouro num saco de pênis coloridos descartados, absorventes usados, e sêmen seco. Ah, não estava pronto para isso? Que pena. Nem eu quando ouvi essas linhas em 'Lulu'. Ajeite-se"

"Infelizmente, até nesses momentos onde parece que o projeto vai levantar vôo, eles ainda são meramente menos desconfortáveis que as muito, muito desapontantes escolhas musicais ruins feitas aqui. Qualquer esperança ganha por 2 faixas mencionadas aqui é rapidamente dissolvida por 'Frustration', que retorna à combinação infeliz de heavy metal e palavras faladas. Para piorar, inclui também uma seção com nada além de Reed e a bateria de Lars Ulrich, em algo que lembra perigosamente 'Jazz Oddysey'".

"Por mais tempo em que esse álbum se arrasta, mais largas e visíveis são as suas muitas, muitas (muitas) falhas. Em nenhum ponto Lou Reed fica em sincronia com Metallica. James Hetfield e seu repertório cômico de "hey-yeah-hair!" permanece nulo, ao seu melhor oferecendo imitações dignas de pena de Lou Reed, e ao seu pior sendo deixado como a linha muito parodiada de 'The View', "I AM THE TABLE!". Lars Ulrich consegue até o quase impossível de deixar seu stickwork parecer até mais preguiçoso que antes, apesar das muitas ferramentas de estúdio certamente usadas para melhorá-lo".

"Imagine 'Iron Man' sendo tocado de trás pra frente devagar enquanto seu tio molestador fala sobre sexo estranho com sua ex, e você tem uma boa ideia do que está ocorrendo aqui."

"Raramente um álbum induziu tais sentimentos de raiva e reviravolta interna. Essa não é a decadência de cortar fora algumas linhas, colocar grampos nos mamilos e beijar botas de couro, mas um exercício da pior forma de auto indulgência. A existência de 'Lulu' é ofensiva ao extremo. Não por causa de suas sensibilidades ou afins, mas porque gasta muito da mais preciosa comodidade da vida: tempo. Nós temos um período muito curto nesse planeta, e 'Lulu' se estende por 95 - sim, 95! - tediosos e excruciantes minutos simlesmente gastando tempo que poderia ser usado mais construtivamente vendo a grama crescer ou talvez se masturbando com uma meia."

(Imaginando se o gerenciamento de Metallica tinha tentado impedir 'Lulu'): "'Se vocês passarem 2 meses escrevendo músicas super rápidas sobre o inverno nuclear e mudança de formas, podemos ganhar $752 milhões em 18 meses, mais o merchandising. Essa é a opção A. A altenativa é que vocês podem fazer um CD ponderoso e quase irônico sobre 'o léxico do ódio' que irá enfurecer o Village Voice e levemente impressionar Laurie Anderson. Vocês decidem.' Dez minutos depois, Bob Rock estaria estacionando seu Lexus no estúdio."

"Houve um ponto em que algum dos envolvidos pensou que o que estavam criando não era 100% aceitável? Quando Reed apresentou ao Metallica letras musicais repleta de versos sobre "engolir pênis de homens coloridos" e "sou uma mulher que gosta de homens" ninguém pensou em dizer "Hey, Lou... Pare com isso." Quando um grupo como Metallica com anos de experiência e um número de discos clássicos com seu nome gravou um pouco mais que jams incompletos e riffs repetitivos aonde estavam os envolvidos com o controle de qualidade? Porque Lars Ulrich foi autorizado à fazer padrões de bateria que fazem AC/DC parecer com Dream Theater?"

"O padrão musical moderno promete algumas coisas, e graças à projetos como esse, podemos sempre esperar que grupos renomados e super famosos façam algo tão comicamente ruim que faz as massas rirem em uníssono. Então, obrigado Metallica. E obrigado Lou Reed. Ah, e fodam-se vocês dois."

"'Use a knife on me! Blood spurting from me!' Reed coaxa. E, realmente, coaxar é uma das maneiras mais gentis de descrever a bagunça mal discernível de letras metidas à dark e mórbidas imagens verbais que mal se conectam à música de qualquer forma"

Agora, ouçam uma das músicas do novo álbum e tirem suas próprias coclusões.



Salve o Rock! João Victor @JaoJacob

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Excentricidade Folk - Bob Dylan Unplugged

Por Leticia Gonçalves

Olá, queridos amantes do Rock n Roll!

No meu último post eu acabei citando um nome "pouco" conhecido de todos nós, Bob Dylan. E, para dar continuidade a minha linha de pensamento, voltei para falar um pouco de um dos meus álbuns preferidos dessa excêntrica criatura folk rock: MTV Unplugged Bob Dylan.

Tá, sou ré confessa de que tenho uma preferência por coisas acústicas, principalmente se estou tendo meu primeiro contato com o artista. Porém, no caso do Dylan é porque eu realmente considero o álbum bacana. É aquele sonzinho simpático que você pode deixar rolando no escritório e seu chefe não vai olhar com uma cara estranha (acreditem, já tentei ouvir Pantera no trabalho e não rolou). Mas voltemos ao Dylan..

A MTV decidiu lançar esse acústico quando, em meados da década de 90, houve um ressurgimento da cultura dos anos 60 e 70 (época em que Dylan foi um BOOM no cenário folk). Vendo nisso uma chance de se tornar ainda mais famosa entre os adolescentes, o contrato foi assinado.

Gravado nos estúdios da Sony Music nos dia 17 e 18 de Novembro de 1994, o primeiro set continha apenas músicas folk, porém, a pedido da MTV, Dylan incluiu alguns outros hits seus que já eram clássicos naquela época.

Entre as faixas que compõem o álbum estão "All Along the Watchtower", "Like a Rolling Stone" e "Knockin' on Heaven's Door". Minha favorita de todas é "With God on Our Side" que teve dois versos omitidos por Dylan durante a gravação já que faziam menção ao Holocausto, aos alemães e aos russos (a Guerra Fria tinha "acabado de acabar").



Leticia Gonçalves

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Hibria - Defying the Rules

Por Vinicius Dio


Defying the Rules lançado em 2004 é o nome do primeiro disco da banda Hibria formada em 1996 em Porto Alegre – Rio Grande Do Sul! O disco é simplesmente uma daquelas obras que ao escutar você se sente envolvido diretamente no clima visceral do álbum!  Também não era para menos, pois o disco traz uma sonoridade marcante que se expressa através de um Heavy/Power Metal “oitentista”, com linhas melódicas, passagens épicas e uma pegada de tirar o fôlego de qualquer admirador do estilo! Assim a banda demonstra suas principais características através deste álbum que traz a tona o que eles têm de melhor... Calcadas nas fortes influências de nomes como: Iron Maiden, Helloween, Judas Priest, Race X entre outras! 

Com tal sonoridade o disco é aberto por uma faixa que se exprime como uma pequena introdução para o que virá na seqüência... E o que vêm dessa forma, são composições repletas de qualidade! Através do vocal rasgado dando um tom de agressividade e melodia, solos com muita técnica e feeling, riffs pesados, levadas rápidas de bateria com viradas bem executadas e linhas de baixo extremamente presentes, marcantes e arrebatadoras, fazem com que tudo neste disco soe muito bem sincronizado!  




A formação do grupo na época era a seguinte: Iuri Sanson (vocal), Marco Panichi (Baixo), Abel Camargo (Guitarra), Diego Kasper (Guitarra) e Savio Sordi (Bateria).





Ate a próxima...

Vinicius Dio - @SirAlgouthi 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Iced Earth – “Dystopia”

Por Carlos Matheus Leite




“Entre no pesadelo, o futuro implora”...

É com essa singela frase que Jon Schaffer e companhia abrem o mais novo álbum do Iced Earth, o conceitual “Dystopia”. Focado numa visão "distópica" da sociedade apresentada em filmes como “V de Vingança”, “Matrix” e “Dark City – Cidade das Sombras”, Schaffer conseguiu imprimir mais uma vez a paixão que sempre permeou suas composições, em um verdadeiro retorno à sonoridade mais Speed, mais visceral, que é marca registrada da banda e cunhou obras como os discos: “Night of The Stormrider”, “Something Wicked This Way Comes” e “Horror Show”.

Contando pela primeira vez com o vocal do canadense Stu Block, da banda Into Eternity, os fãs de todo o mundo temeram o que estava por vir. Substituir Matthew “A Voz do Iced Earth” Barlow era uma tarefa “ingrata” (difícil) mesmo para o talentoso vocalista Tim Ripper Owens, famoso por também substituir o insubstituível Rob Halford no Judas Priest. O novato Stu Block mostra-se afinal um vocalista à altura, alcançando as notas mais baixas que fizeram Barlow famoso à frente da banda, assim como as mais altas, marca de Tim Owens. Para acalmar os fãs, assim como para atiçar mais ainda a vontade de se ouvir o produto final do novo disco, a banda disponibilizou em download gratuito a regravação de “Dante’s Inferno”, do clássico “Burnt Offerings”. Com uma interpretação impecável e segura Stu dá um show à parte, numa canção até então esquecida, mas que agora volta com força total ao repertório da banda. Assim como outras, a pedido do próprio Stu. Poucos dias depois a banda lançava na Web a canção-título, e foi então que os fãs se renderam.

O álbum, que totaliza quase uma hora do mais puro Iced Earth, começa com a já citada “Dystopia”, com sua convidativa marcha de guerra na introdução, para logo dar lugar ao grito cortante de Stu e mais um riff sensacional do guitarrista e líder da banda Jon Schaffer. A canção é tão bem construída que chega a hipnotizar os menos avisados, com seus refrãos grudentos (marca das composições de Schaffer) e o vocal versátil que permeará por todo o álbum. “Anthem” é mais cadenciada, mostrando uma maturidade invejável tanto na sua composição quanto na interpretação da banda. “Boiling Point” e “Days of Rage” são um soco na cara, com a banda mostrando seu lado mais Thrash, como já havia feito antes com “Violate” (Dark Saga) e “Divide and Devour” (The Crucible Of Man); Thrash Metal puro! “Anguish of Youth” e “End of Innocence” são as duas baladas do álbum, com a grande carga emocional típica de Schaffer, sendo esta última um relato da batalha da mãe de Stu contra o câncer. Já “V”, “Dark City” e “Equilibrium” têm aquela sonoridade clássica do Iced Earth que nos fez fãs incondicionais da banda, pontilhadas ainda pela influência mais que benigna do Iron Maiden dos anos 80; impossível não bater a cabeça ao som dessas canções que já nasceram clássicas. “Soylent Green” e “Iron Will” mantêm o pique do álbum, culminando na canção mais longa do disco, a faixa “Tragedy and Triumph”.



Com “Dystopia”, o Iced Earth retorna com o melhor álbum desde “Horror Show”, de 2001. Intenso e visceral, não poderia ser melhor, ainda que uma discussão sobre quem foi o melhor vocalista já se desenha no horizonte. Com várias turnês já marcadas, e uma quase certa visita ao Brasil, os tempos não poderiam ser melhores para a banda. 

Os “Dias de Ira” do Iced voltaram!


                                   

Um abraço!


Carlos Matheus Leite

Dr. Sin


Por Vinicius Dio


Hoje acordei com certo pensamento “patriótico” instaurado em meus “propósitos”. Assim comecei o dia escutando uma banda brasileira que trás em suas raízes influências das bandas gringas de rock ‘n’ roll trazendo dessas influências, os vocais em inglês...... Não muito diferente de varias outras bandas brasileiras, que fazem um som de primeira seguindo essa perspectiva! 

A história desse grupo começa a se desencadear ainda nos anos 80, quando os irmãos Busic, em meio a vários acontecimentos com a sua banda, juntaram-se com o guitarrista Edu Ardanuy, que já havia tocado com bandas como Anjos da Noite e Chave do Sol.  

Agora com esse novo parceiro, decidem que esta na hora de investir em sua carreira. Já com o nome de Dr Sin eles dão o ponta pé inicial e começam seus trabalhos de divulgação pelos Estados Unidos, chegando até mesmo a fazer algumas apresentações. Essa caminhada durou ate o ano de 1992, quando assinaram um contrato com a multinacional Warner Music, que apoiou o grupo mesmo sem possuírem nenhum material de trabalho! 

Foi em 1993 que a carreira dessa banda parece ter começado a se consolidar de vez como sucesso na cena do Rock. Afinal foi neste ano que a nova e promissora banda tocou em um festival chamado Hollywood Rock que juntava milhares de fãs desse meio. E como se não bastasse tocar em um festival como esse, o Dr. Sin fez seu show na mesma noite que o Nirvana, e abriu o espetáculo de ninguém menos que Ian Gillan  vocalista do Deep Purple. Para dar mais um salto em sua carreira, é lançado no mesmo ano pela Warner o disco Dr. Sin em nove países, obtendo uma boa repercussão! A faixa de abertura “Emotional Catastrophe” teve bastante êxito nas paradas musicais e ficou “popularizada”, chegando até mesmo a ser veiculada através de um clipe da MTV... 

O disco homônimo da banda é excelente. Bem técnico, porém com muito feeling, oferecendo um contrapeso que dá o equilíbrio necessário para não se tornar chato e maçante. Desta maneira a banda apresenta uma sonoridade calcada em um Hard/Heavy de muita qualidade!  Recomendo! 



Até a proxima!

Vinicius Dio - @SirAlghouti

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Goo Goo Dolls

Por Rafael Takamoto





Eu não sei dizer quantas vezes eu digo que minha banda predileta é o Goo Goo Dolls e sempre ouço a pergunta clássica "é aquela banda que toca Iris?" . Sim, geralmente eu me mato a cada vez que ouço isso. Talvez por ser fã da banda muito antes de descobrir essa música, porém, gostava, mas não sabia quem eles eram, na época ainda não tinha a vantagem de se pesquisar na internet, você gostava, procurava pela banda na lojas de CD, ou vinil, quando achava alguém que sabia, pedia para importar porque raramente encontrava por aqui. Tempos difíceis. Eis que lhes respondo a pergunta. Não, Goo Goo Dolls não é apenas a banda que toca Iris, aliás, em 2008 o vocalista e guitarrista John Rzeznik ganhou um prêmio por composição, nada mais justo para quem já compôs trilha para "A Morte de Freddy Krueger (1991)", "Batman & Robin (2000)", "Planeta do Tesouro (2002)" sem contar as várias músicas da banda que já entraram em trilhas de seriados. E inicialmente o Goo Goo Dolls levava o nome de Sex Maggots. John é o mais novo de cinco filhos, seu pai faleceu aos 55 anos, John tocava guitarra por hobbie e junto de seu amigo Robby Takac formou o Sex Maggots que não obteve sucesso, mais tarde, eles seriam conhecidos como Goo Goo Dolls, já com o baterista George Tutuska, uma banda punk na qual Robby assumia os vocais desde a formação do Sex Maggots em meados dos anos 80 até 87 quando a banda já mudara de nome e gravaria seu primeiro álbum.

Curiosamente seus 2 primeiros albuns, proveniente de um punk agressivo, não tiveram tanta repercursão, até porque na mesma época o cenário musical tinha todo tipo de banda estourando, mas não parecia haver qualquer fresta para os rapazes de Buffalo. E Sex Maggots também é o nome de uma das músicas de 2º álbum, juntamente com uma regravação dos Rolling Stones, Gimme Shelter. Já na década de 90 a consagração da banda. O álbum Hold Me Up de 1991 Robby dividia os vocais nas músicas junto com John (o que acontece até hoje), mas 3 músicas emplacaram nas paradas de sucesso daquele ano (Just The Way You Are, Million Miles Away e Two Days in February), fazendo assim o Goo Goo Dolls ganhar certo reconhecimento da mídia e conquistando mais fãs. Foi então que a banda gravou também "I'm Awake Now" para a trilha sonora do serial killer Freddy Krueger. Com a banda sendo mais reconhecida, o próximo álbum não demorou a sair e emplacar, Superstar Car Wash (1993), é até hoje tido como um dos melhores trabalhos da banda, com vários hits como Falling' Down, Cuz You're Gone (aliás, minha música predileta), We Are The Normal e Stop The World. E então a banda finalmente pôde colher os frutos do seu sucesso, fazendo grande turnê pelos EUA e Europa.

Já no embalo do sucesso que vinham fazendo e com John muitas vezes sendo confundido com seu amigo Jon Bon Jovi, em 1995 eles lançam novo álbum A Boy Named Goo, com os hits Long Way Down, Naked, Name e Flap Top. Agora já abandonando de vez as raízes punk, com os músicos mais entrosados e melhores em seus respectivos instrumentos. Porém, este seria o último álbum no qual o baterista George Tutuska participaria.A banda passou um bom tempo se dividindo em turnê e estúdio, pois já bem conhecidos do publico, esperam que o próximo álbum supere as expectativas do Hold Me Up (1991), já que A Boy Named Goo (1995), teve boa aceitação, mas esperava-se muito mais. E o Goo Goo Dolls não desapontou. Mostrou no álbum Dizzy Up The Girl (1998) que a banda realmente encontrara seu estilo, aquela tendência de um rock alternativo com uma dose pop. Historicamente é o principal álbum da banda, deste saiu Iris, que foi a trilha de Cidade dos Anjos, January Friend e Broadway que entraram na trilha sonora do seriado Charmed, com a participação do grupo no episódio e ainda Acustic #3 que mais tarde viraria tema de Dawson's Creeck. Isso sem contar que deste mesmo álbum ainda teria o grande hit Black Balloon.

Agora o Goo Goo Dolls já era unanimidade, mas ainda assim, havia aqueles desavisados que confundem John Rzeznik com Jon Bon Jovi, Rzeznik, diz que é legal isso e que seria até muito bom para a banda poder abrir shows do Bon Jovi.
E novamente a banda volta a fazer uma grande turnê pelo mundo, agora, graças ao filme Cidade dos Anjos, eles eram ainda mais conhecidos. Já no inicio do século 21 a banda entra em estúdio para preparar seu novo álbum (nesse intervalo de tempo foi lançado uma coletânea Ego Opínion Art & Commerce, de 2001) e também foi quando John compôs I'm Still Here e Always Know Where You Are para o longa animado da Disney, Planeta do Tesouro de 2002. Mesmo ano em que eles lançariam o álbum Gutterflower com boas músicas e a banda assinando de vez que aquele era seu estilo mesmo, os hits foram Big Machine (que por anos foi a música de abertura de seus shows), Think About Me, Here Is Gone e Simphathy.

Ainda no mesmo ano seria gravado um álbum ao vivo, VH1 Storylines, que além das músicas a banda contava sua história.
Já no ano de 2004, no dia da Independência Americana um dos maiores shows da banda de volta em sua casa, Buffalo e grava o CD/DVD Live in Buffalo, com uma faixa inédita e inesperada no show. Give a Little Bit, que só entraria no álbum Let Love In (2006), numa forma de protesto o clip Let Love In trazia imagens de guerras, fome, ódio, pedindo claramente o fim do confronto no Oriente Médio. Deste album os sucessos foram Stay With You, Let Love In e Can't Let Go. E a banda só voltaria a gravar um novo álbum em 2010. Mas nesse espaço de tempo, lançou duas coletâneas, Greatest Hits, vol. 1 e 2, respectivamente em 2007 e 2008, incluindo algumas versões demo de suas próprias musicas e regravações de outros artistas e algumas músicas que foram temas de filmes ou séries incluindo Before It's Too Late musica tema de Transformers. Porém, Real, que foi tema das Olimpíadas de Pequim, não entrou na coletânea. Em 2010 a banda lança seu mais recente álbum Something For The Rest of Us, instrumentalmente um dos melhores, agora o Goo Goo Dolls já com quase 30 anos de estrada, mostram toda sua evolução como músicos e pessoas, Home e Notbroken são os hits deste álbum. E para você que leu até aqui, muito obrigado. Agora vocês já sabem que Goo Goo Dolls está bem além de Iris, mas que graças a ela, eles alcançaram o sucesso.




Rafael Takamoto
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